2014/04/27

Estrunfina, parece tirado do teu blog!



Faz amanhã oito dias que no caminho para o trabalho (e a caminho de uma auditoria super importante) senti um baque no carro. Pensei que tivesse passado por cima de alguma coisa, apesar de não conseguir ver nada na estrada que o evidenciasse. Após chegar e estacionar veio o alerta de um colega: atenção que tens um gato no carro, está a miar. Desceu-me o sangue para os pés. Lá estava ele. Não consegui olhar. O desgraçado abrigou-se no motor do carro devido à chuva daqueles dias. Os meus colegas retiraram-no dali, mas havia pouco a fazer. Não chegou ao veterinário vivo.
O carro esse tinha uma correia fora do sítio, mas funcionava. Lá foi para a oficina. Correia, mão-de-obra, 4 dias e volta para casa, supostamente arranjado. Depois deste fim-de-semana, volta a visitar os senhores da oficina: Star-Stop não funciona, ar condicionado não funciona, luz direita dianteira e a correia guincha no momento da ignição.
Se alguém conhece um pai de santo que benza carros que têm enguiço com animais, por favor que me contacte.
(no caso de alguma Entidade suprema ler isto, Deus, Buda, sei lá, por favor: ó pofavor. Já chega, ok? É fase para restabelecer.)

2014/01/29

6 anos?!

Faz hoje 6 anos. Nasceu mesmo ao virar da meia noite um pequeno milagre. Tudo o resto que possa dizer é tão cilhe clichê como verdade. Este pequeno ser encheu as nossas vidas de alegrias, choros, birras, orgulho, muiiito orgulho. Nada mais foi igual. Mas quem é queria ficar igual? Já nem me lembro como era não a ter. Maria, linda filha: hoje acabou a contagem decrescente que fazes há meses. Hoje fazes 6 anos.
Que crescida estás tu.

2014/01/27

Macklemore & Ryan Lewis Grammys 2014

Xiça, estou pr'aqui de lágrimas nos olhos, nó na garganta. Grande momento. Gratidão imensa a esta gente pelo magnífico  trabalho para a mudança de mentalidades.



2014/01/25

You Can't Win, Charlie Brown - Over The Sun/Under The Water

Tudo começou de repente mas o compromisso foi assumido. Somos uma equipa de três raparigas lá no trabalho. Uma delas, que tem background em desporto lançou o desafio: e se fossemos fazer desporto na hora do almoço? Só meia hora todos os dias. Aceitámos o repto. Encontrámos um campo de treinos ao ar livre perto do trabalho. 30 min de localizada, corrida, basket ou qualquer outra coisa, para variar. Voltar a correr para o trabalho e duche de 10 min (temos a sorte de ter balneários). Temos 1h de almoço, mas fizemos acontecer. Uma sopa numa caneca, uma sandes e uma peça de fruta enquanto trabalho. Larguei o açúcar no galão. Já lá vão 3 semanas. Perdi 3 kg e as dores no braço, ombro e cervical quase desapareceram.




2014/01/19

Democracia

Então é assim: estamos a panar frango e a ouvir rádio. É hora das notícias e a Maria acaba de dizer: quando é que mudamos o Passos Coelho por outro?


Ponham os olhos nisto: 5 anos quase 6 e já percebeu a urgência da coisa. 

2014/01/18

Como ILGA diz e bem, a vergonha é europeia. E os nossos pares são a Russia e a Ucrânia, esses grandes pioneiros em direitos humanos.

2014/01/17

Debate TVI24 17Jan2014 Co-Adopção Casais Mesmo Sexo
Podia dizer que é triste. Mas creio que é mais acertado dizer que é cruel. Para além de tudo o que tenho ouvido dizer, além de todos os argumentos, que só não são fácilmente compreensíveis se formos como os 3 macacos (cegos, surdos e mudos), não deixo de achar curioso como algo que foi categorizado como de baixa prioridade na agenda política de repente ganha tamanha relevancia justamente para o partido do governo ao ponto de se preparam para ocupar bastante tempo com campanhas de opinião, etc, etc, etc... Parece-me também que a crise é de facto coisa do passado. Viva, temos dinheiro para referendos. Até parece mentira que ainda noutro dia se questionava o dinheiro que ia custar colocar o Eusébio no Panteão.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3636531
Porque não vamos baixar os braços. Porque cada vez mais é importante que quem nos conhece, acompanha ou conhece e acompanha qualquer outro casal homossexual (ou nem isso, basta apenas que seja um ser humano decente) manifeste sem margem para dúvidas o apoio às nossas familias. Votem (aqui e no referendo, se acontecer). Divulguem. Partilhem. Contem: "eu conheço um casal..." Estamos aqui, não nos escondemos. 
Legislação da Parentalidade por Casais do Mesmo Sexo em Portugal


2014/01/05



 



E eis que no primeiro dia do ano, o projeto Famílias, aqui sai para a rua e pode ser visto no circuito de mupis de Lisboa. Que seja um augúrio de mudança para 2014.

2014/01/04

Bem precisamos!

2013/11/11

Os dias passam rápido e a lista de coisas a fazer é enorme. Eu sinto-me cansada, a precisar de ferias. Mas num pode ainda. 

De resto, um feliz S.Martinho. Haja castanha e jeropiga (ou moscatel no meu caso)

2013/09/19

A gata do medalhão

Quando olho para trás, há momentos que aparecem primeiro no flash back. O primeiro é como ao chegar a casa e ser confrontada com a intimidadora Xica, que tinha o dobro do tamanho dela, a valente Tisna rosnava e conquistava, passo a passo o seu espaço lá em casa, como quem diz “assanha-te aí à vontade, eu sou da rua pá, venho de uma ninhada de 8!”. E assim era. Para a idade era uma micro-gata. Tinha que lutar com os irmãos pela pouca comida, de tal maneira que nem devia ter tempo para limpar os bigodes. Após alguns dias conseguimos finalmente limpar-lhe o focinho até ficar branco. A micro gata entrava dentro de uma tigela de ração e ao mesmo tempo que comia, rosnava, como quem diz “nem penses em tirar-me isto”. Eventualmente habitou-se que a comida estava sempre à sua disposição e não havia necessidade de competir por comida. Ficou-lhe no entanto o trauma, pois muito antes da ração acabar começava a miar de roda da gente (logo ela que sempre foi tão silenciosa) e a fazer viagens dona - gamela da comida – dona até que nós percebessemos.

Outro foi quando a levámos para ser esterilizada, voltamos com uns comprimidos, creio, anti-inflamatorios. No primeiro dia lá tivemos que lhe abrir a boca e empurrar o comprimido. No segundo dia abrimos-lhe a boca mas ela não ofereceu resistência (e parecia incredula por a estarmos a forçar). Ao terceiro dia, pareceu-me que ela veio ter connosco quando ouviu a caixa dos comprimidos abanar. Achámos estranho, mas coloquei o comprimido na mão e mostrei-lhe. Tomou o comprimido da mão como se fosse um petisco. E daí para a frente bastava-nos sacudir a caixa para ela vir, toda lampeira. Na consulta da revisão, lá a veterinária nos confirmou que o paladar dos comprimidos era apelativo para eles. Já estávamos a pensar que tinhamos uma gata super dotada.

Era a gatinha perfeita. Gatinha de colo. Queria comer, dormir e festinhas. Chamávamos-lhe “cu gordo” – ela não saltava para cima do sofá; pendurava-se e içava o rabo, “mafiosi” – reminescência dos tempos de cria de rua e “fuinha” – era perita em escapulir-se para onde queria ou esconder-se (no quarto, sala ou – imaginem – casa de banho). Foram poucas as asneiras verdadeiras que fez.

Era a gata mais meiga que já conheci. Queria festas e queria já – era completamente indeferente às visitas que não gostavam de gatos; se estava no sofá era alguém em potencial para lhe dar festas. Só de imaginar que as ia receber, começava a ronronar alto de satisfação. O seu pelo era o mais fofo lá de casa.

Há um ano e meio apereceu-lhe um tumor no lombo, onde apanhou as vacinas. Cancro de pele disse o vet da altura – cirurgia já pois não tem ramificações. Voltou. Mudámos de vet – cancro provocado pelos adjuvantes então utilizados nas vacinas. Não devia sequer ter operado – a quantidade de derme, epiderme e massa muscular que era necessário remover era demasiado grande para ser viável (para um tumor de 2 cm). A cirurgia apenas tornou o então já agressivo tumor, ainda mais agressivo. Aguentámos enquanto pudemos, enquanto vimos que ela tinha qualidade de vida, enquanto não ganhámos coragem por a levar de volta ao veterinário, desta vez  pela derradeira vez.

Foi ontem. Foi a coisa mais tranquila e pacifica que já vi. Como o apagar de uma vela. Sentimos todas saudades dela, ainda agora ela se foi. A morte é sempre estupida. O cancro é sempre injusto e cobarde.

A minha Maria mostrou-nos uma maturidade que não estávamos à espera. Explicámos-lhe tudo. “Vou sentir muita saudade da Tisninha.”

 

Também eu filha, também eu.


2013/08/26

Ontem regressei ao ponto de partida. Ao sítio onde me apaixonei. Ela falava de amor como ninguém. 

2013/08/21

Faz hoje 3 anos que estava completamente catatatonica a caminho do local do nosso casamento num carro carregado de doces e acepipes feitos por nós para a boda. 
Contrariando todas as expectativas, fui uma noiva típica. Fiz birra porque não me chegava assinar os papeis na conservatória, fiz birra porque quis alianças de ouro à séria, fiz birra porque quis vestido de noiva (aqui cedi, e não fui de branco). Nos últimos dias antes do Dia andei numa pilha de nervos, incapaz de somar 2+2. 
Como somos esquisitas não nos contentamos com o pacote standard para casamentos. Tudo foi personalizado    .
Como não somos ricas tivemos que fazer quase tudo nós próprias (mas não tínhamos conseguido sem os nossos amigos e alguns familiares). Cozinhamos, carregamos moveis, loiça, tratamos dos arranjos da mesa e bouquets, da selecção da música. Dois amigos fizeram as fotografias. Um amigo passou a música. Duas amigas asseguraram a organização de tudo no dia do casamento. Uma amiga foi buscar o bolo de casamento. Várias amigas ajudaram a pôr a mesa à medida que iam chegando todas aperaltadas ao casamento (sim, foi mesmo à justa). Enfim, a lista goes on and on. A generosidade e amizade de tod@s foi incomensurável. 

Não fizemos fretes. Ok, vá... Convidámos só e apenas 2 pessoas da família da Lu que não teríamos convidado, mas teve mesmo que ser. O meu pai e irmã fizeram-me o favor agridoce de não aceitar o convite (casamento é entre homem e mulher!). 

Resultado: ao abrimos a porta e caminhamos para o "altar", só vimos pessoas que gostamos a sorrir para nós, felizes por nós. A vibração era indescritível. Até a conservadora mostrou sinais de estar emocionada com o nosso casamento. Uma das minhas madrinhas fez um discurso que nos levou às lagrimas. 

Como noiva cliché que foi, cumpriu-se outro cliché: foi o dia mais feliz da minha vida. Sempre que as coisas estão más é para este dia que a minha mente foge. Its my happy place. 

Hoje apetece-me recordar este dia. Podia falar horas e horas sobre isto, mas infelizmente não tenho tempo. Tenho que ir trabalhar. 






2013/08/18

Às vezes penso que isto não tem jeito nenhum, mais valia por uma tranca neste blog e finito. Mas depois dá-me saudades, venho dar uma vista de olhos neste Blogger que se tornou tão estranho para mim e até me dá saudades ( de escrever, de ter vontade). E mudo o look.
Hoje fui à terra do meu pai, com o meu pai, ver a família do meu pai. E com a Lu e Maria. Encontrar-me com uma prima que vi meia dúzia de vezes. Senti-me bastante acarinhada e... em família. Coisa estranha esta, de ter uma família, mesmo quando não se tem. Foi um dia bom. Pequenos passos.

2013/06/24

O cansaço já vai sendo muito e as férias-férias ainda estão longe. Em dias como este a vida de dona de casa parece-me bastante apelativa.