2009/06/24

Começou!!!


E sim, não estou lá, apesar de hoje actuarem os Bajofondo. Acontece que sou mãe de família, e já vou esticar a corda um bocado nos próximos dias, já vi os Bajofondo em 2006... enfim há que estabelecer prioridades. Mas estou aqui roidinha caneco, ó se estou!


PS- O cabo de alimentação do meu portátil pifou, pelo que estou muito tristinha porque não consigo aceder às minhas fotos - queria postar aqui uma do med do ano passado - portanto fica aqui esta.

Maria, versão quadro mágico

2009/06/22

Trivialidades

A Lu pediu-me para ir aspirar a sala, porque os gatos estão na muda da pena e aquilo parecia um deserto do faroeste com tumble weed a rolar pelos cantos. Dirijo-me desanimada para a dispensa onde está encaganitado num canto o aspirador. Olho para ele e digo:
- Sai daí e anda!

A Lu diz:
-Não seja por isso! eu vou buscar o aspirador!

Ela faz contorcionismo e tira o aspirador para o meio da cozinha:

Ela- Pronto, já está! Agora toca a aspirar!

Eu- ... (hesitação)... (não queria mesmo)... (olho para o gajo no meio da cozinha e...) Vai! Vai aspirar! Corre pela casa!

Ela- Ó Nini... eu não estou a vê-lo a mexer-ser! (risos)

Eu- ... (hesitação)... Dá-lhe um tempinho...

Ela e eu- AHAHAHAHAHAHAH
Uma gaja não muito inteligente não sabe onde colocou um vale de oferta de uma massagem. Essa gaja merece o quê? Pedrada em cima, pois é! Vou-me auto flagelar.

PS- O que vale é que ganhei este fim de semana uma aposta que me vai valer mais uma massagem. oh yeah!

É por estas e por outras que gosto tanto de ti! Crominha ;)

Ontem, às tantas da noite, via sms:
"Oi vizinhança :) Cheguei à pouco, a parada gay é gira mas não percebi porque é que lhe chamam parada porque nós iamos a andar O_o bizarro..."

Receber

Não, não é dinheiro, apesar de também gostar de receber dinheiro ;)
Falo de receber amigos em casa. Gosto mesmo de receber. Gosto particularmente quando não há cerimónias. Quando há espontaneidade. Quando os petiscos surgem da imaginação para agradar os amigos, e que os amigos sente isso e retribuem da melhor maneira: com conversas longas, com sorrisos, gargalhadas, brilho nos olhos. Gosto quando alguém se lembra da cozinheira e fica por ali ou para ajudar ou simplesmente para beberricar algo e jogar conversa fora. Gosto quando todo este processo é UNO, quando não há obrigação. Na próxima casa que tiver não vai haver divisória entre a sala de jantar e a cozinha.

Aconteceu!

No sábado finalmente a cachopa foi a banhos! Acho que o facto de a água do mar estar uma sopa ajudou. Foi um regabofe! Adorou, esperneava por todo o lado, esticava os braços de pessoa em pessoa, e adoptou logo a tia NC como parceira de brincadeiras aquáticas. Digam lá que a miúda não é esperta. A NC é a gaja que fica dentro de água até desenvolver membranas interdigitais! Foi muito bom, mesmo. Com direito a bis no domingo. Foi de tal maneira que os regressos a casa foram sempre a dormir profundamente.

2009/06/19

Loulé

Estou definitivamente apaixonada por esta cidade. Cheguei à 7 anos e apesar de já gostar dela na altura, encarava-a muito como um dormitório. Com o tempo tenho vindo a aprender que Loulé tem mais para me oferecer e que não preciso de ir à procura noutro sitio. Hoje não me imagino a morar noutro sitio. Apetece-me enfim deixar as minhas raízes ancorarem neste sitio. É impressionante e fascinante o bulício de sábado de manhã, é incrível como as pessoas saem para a avenida numa noite de verão, só para se sentarem no jardim com as crianças. Gosto de viver aqui.


2009/06/18

12 Anos

Não será 20, 30 anos, como brincava aquela moça hoje, mas é uma vida juntas. São muitas histórinhas, muitas linhas, muitas letrinhas. Muitos sorrisos, muitos choros. Muitos suspiros, muitos gritos. É tudo o que somos hoje. Tudo fácil, tudo difícil. Tudo de bom e de mau. Tudo de muito bom, tudo de excepcional.

É uma história perfeitamente imperfeita, que não trocava por nada deste mundo. Amo-te. Os 30 anos que nos aguardem.

2009/06/16

Monstro dos iogurtes e bolachas

Durante as férias, nasceu mais um dente incisivo e um molar já está a amolar. A Maria anda um bocadinho impertinente. Agora que já se faz entender sobre o que quer é um none stop crescente: água, Água, ÁGua, ÁGUa, ÁGUA, papa, Papa, PApa, PAPa, PAPA, boua, Boua, BOua, BOUa, BOUA. Esta última palavra é bola, ela ainda é um bocadinho Feuisberto Uouanda de Uoué.

Não temos permissão para enterrar o dente em nada sem que ela nos fegue o juízo a pedir papa. É o chamado saco sem fundo. Estamos a pensar comer os gelados dentro da dispensa. Ou talvez dentro do congelador se lá coubermos. Papa cerelac é para bebés. Nós gostamos* é de iogurtes e bolacha maria. E pão. E peixe. E carne. E massas. E fruta. E água.

Na praia, já provou um punhado de areia, que tentou limpar com a mão cheia de areia. Já enfiou os dedos no baldinho de água para chupar os dedos a seguir para provar o salgado do mar. E com o mar ficamos* por aqui porque temos medinhos. Vamos arranjar uma piquena piscina para banhocar a criança à beira-mar.

Já cortou o cabelo, que estava com uma melena que nem vos conto! Portou-se muito bem - surpreendentemente, uma vez que é uma birra monumental para sentar-se na cadeira automóvel, pelo que não sei como é que naquela actividade que consistia em tesouras e cabeça quieta ela se aguentou. ESPERA! Já sei!!! Foi porque a cabeleira lhe deu um frasco duma cena que parecia radioactiva. Se querem ver uma criança satisfeita, dêem-lhe um lança-chamas para a mão!

Se a Lu pergunta "Onde está a mamã?" ela aponta para mim a rir. Eu pergunto-lhe "Onde está a mamã?" e ela aponta para a Lu a rir. Se eu pergunto onde está a mãe (nãe) ela aponta para a Lu. Se a Lu pergunta onde está a mãe ela hesita, passeia o dedo espetado entre eu e a Lu, indecisa porque a Lu é mais nãe que eu. Os putos são tão simples.

Ah, e tia Ziza, ela já estreou o vestido de diva. Ficou-lhe divinalmente! ;)

Parece-me incrivel como ela está crescida, como ciranda por todo o lado, faz exigências, negoceia artigos, sobe no escorrega pelo lado contrário. Isto realmente passa muito depressa.

* e porque é que eu falo no plural?!

2009/06/15

Sarcasmo...

... é um bom escudo. Pega-se no sarcasmo, ata-se ao braço e quando a insegurança espreita segura-se o sarcasmo bem alto. E usa-se este recurso até à exaustão, até que um dia o sarcasmo está sempre lá a defender o forte, mesmo quando não é necessário. E isso não é necessariamente bom.

For no particular reason...

Uma amiga enviou-me o link e achei o máximo. Fica no ouvido ;)

2009/06/07

Do mais Simplex que há!

Uma gaja portadora do cartão do cidadão vai à sua escolinha para votar e apresenta o cartão do cidadão. E que diz o senhor? "Ah menina, tem de ir à junta de freguesia que eles dão-lhe um papelinho e depois volta cá para votar."

hein???

Simplex mais simplex não há!

A Rede

Rede.
Rede de pesca. Rede de cabelo. Rede para dormir. Rede do trapézio. Rede (www). Rede rodoviária. Rede eléctrica. Rede da raquete. Rede social.

Um ponto comum: seja que tipo for, serve como suporte de/entre algo.

Uma família é uma rede. As pessoas desenvolvem dinâmicas diferentes, mas sendo mais ou menos funcionais, o objectivo da família é ser uma rede, é providenciar suporte umas às outras.

Nesta casa, somos artistas ousadas: trabalhamos no trapézio sem rede. Ou melhor, trabalhamos com uma rede muito pequenina (obrigada). Não há avós, não há tios, não há primos. Não há. Eu, ela e a cachopa. E é muito bom. Mas também muito cansativo. Não há a avó para tomar conta da bebé por umas horas. Não há um tio para ir buscar a criança à cresce quando as mães têm um imprevisto. Não há miminhos maternos do estilo "Toma lá um tupperware de sopa" ou "Eu vou aí passar umas roupas a ferro, filha", nem "Estão cá com umas olheiras. Hoje a bebé fica comigo para vocês dormirem uma noite bem."

Com isto tudo, quero dizer que reconheço a importância dessa rede que é a família no seu sentido mais alargado. A Maria é uma mão cheia, e entre tomar conta dela e tratar das coisas básicas que qualquer pessoa precisa (comida, banho, roupa lavada e passada, casa arrumada) sobra pouco tempo. Andamos pois extenuadas, e estas férias são muito bem vindas para levar a vida mais devagar por uns dias, curtir a filhota, talvez... (quase que choro de emoção) dormir a folga à tarde ao mesmo tempo que ela, passear um pouco... enfim.

2009/06/06

Finalmente... FÉRIAS!!!

Tou podre de cansada. E por falar nisso vou fazer ó-ó.

2009/05/22

Post com bolinha

Quando alguém nos diz, "fiz o melhor que pude", quando na verdade fez foi uma porra, que fazer? A vontade é de passar a actuar em conformidade com "o melhor " dessa pessoa. Porque se eu fizer "o melhor" da mesma maneira que ela, vai dar merda da grossa, ai vai vai!

Que porra de brio profissional!

2009/05/20

Hoje sinto-me inquieta, consumida pela impaciência. Exaspera-me esperar, queria logo aquele futuro com que andamos a sonhar. Parece que Oxalá, é uma palavra que não se esgota. Há sempre um Oxalá a seguir ao outro. É bom, ter sempre algo que esperar da vida.

2009/05/18

Há 34 anos atrás a minha mãe dizia-me "Deixa estar filha, quando sairmos do hospital a mãe compra umas meias de vidro para ficares com as pernas bonitas", porque nasci com as pernas muito magrinhas e enrugadas. Escusado será dizer que entretanto não foi preciso meias de vidro e que agora sou uma gaja de coxa boa. :P

Confesso que estava um pouquinho murchita com o meu aniversário, acho que é um clássico tenho alguns "birthday blues" nesta altura e alguma dificuldade em decidir o que quero fazer, festa, onde, o quê, etc. Mas hoje após uma noite bem dormida, acordei sem saber que dia era, e virei-me para encontrar os olhos sorridentes da Lu a dizer-me "parabéns meu amor" e foi como uma "happy pill" e logo a seguir fiz gazeta ao trabalho, o sol brilha a aquece a nossa pele e sinto-me bem, muito bem!

2009/05/11

Sobre a conjuntivite

Não que continue com a conjuntivite, não. Mas calhando a conjuntivite afectou-me qualquer coisa nos pirolitos que isto não tem andado muito católico. Muito trabalho, chegar tarde a casa, tratar do jantar, do banho da criança, sentar por uns minutos para jantar em família, para logo de seguida pôr a Maria a dormir e voltar para a cozinha, para a tábua de passar a ferro e deitar à meia noite ou uma da manhã. E um cansaço, uma desmotivação, uma revolta, capacidade apenas de ver as nuvens sem imaginar o sol glorioso que se esconde atrás delas. Já passou. Parece-nos agora que andava bruxedo no ar, andava tudo desorientado.

Mas após a tempestade, vem a Bonanza, aquela série de quando éramos pequenitos com o Little John e o seu cavalo malhado.

A Maria cresce, cresce... pede "Aga" ou "Á_gua" quando se concentra mais, papa, gá (gato), aou-aou (ladra), iau (mia), cácá (patos e todos os amigos de penas, incluindo os periquitos da tia Electroesteta), esconde-se atrás da cortina da cozinha, espreita e diz "Ouá, Ouá" (olá) à espera que nós respondemos. Rouba-nos os sapatos (cacs= sapatos). Diz "Mamamama" apenas nas horas de aflição, porque nas outras quando lhe pedimos "Diz mamã" olha-nos com ar de gozo "deves querer" e vira a cara a rir-se. Dá-nos beijos quando lhe apetece, mas quando é, é para as duas. À noite e hora de ir para o infantário, dá o beijo e começa acenar como quem diz "agora tenho que ir, adeus". Fica com o nariz a escorrer ranho, mas não se importa... vem ter connosco e se não temos um lenço a postos esfrega-se nas nossas pernas, barriga, ombro, braço... o que estiver à mão ou então esfrega compulsivamente o nariz com a sua mão e manga até o ranho deixar de lhe fazer impressão e começar a fazer-nos impressão. Enrola o cabelo para dormir (tem a quem sair). Faz birras de rebolar no chão enquanto fingimos que não reparamos. Ou vai a correr à procura da Lu quando eu me zango com ela, para ir fazer queixinhas. É levada da breca.